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Jardins em Belo Horizonte oferecem paisagismo histórico

Jardins em Belo Horizonte oferecem paisagismo histórico

Capital mineira guarda verdadeiros oásis, incluindo, trabalhos de Roberto Burle Marx.

 

Segundo Janaína França, gerente do Conjunto Moderno da Pampulha, o trabalho do Burle Marx na cidade é uma verdadeira obra de arte. Um dos jardins que mais se destacam por sua variedade e grandiosidade é o do MAP. As árvores e plantas parecem fazer parte do acervo. Janaína revela que a diversidade sempre marcou o trabalho do paisagista e só nos jardins da Pampulha são mais de 100 espécies de flores plantas.

“Ele ficou conhecido por valorizar e se apropriar de espécies típicas da nossa flora. Burle Marx sempre trabalhou muito com cor, com texturas e tinha a preocupação de fazer o jardim compor com o ambiente”, comenta.

Já na Casa do Baile, que fica praticamente numa ilha, é comum encontrar espécies aquáticas como as ninfeias. “E para não competir com a edificação, que não é muito grande, foram utilizadas plantas de pequeno porte”, explica. Exemplares aquáticos também podem ser encontrados na Casa Kubitschek, onde a piscina que era utilizada pelos antigos moradores – no caso, o ex-presidente JK e a família – se transformou em um espelho d’água.

Aliás, uma vez por mês há visita guiada pelos jardins da residência, que é hoje um museu. “É interessante que os jardins guardam uma relação especial com a história da edificação, como nesse exemplo da Casa Kubitschek. Temos uma jabuticabeira, árvore que tinha uma relação afetiva com o presidente Juscelino, e a vegetação de canga, encontrada em locais de mineração. Não deixa também de ser uma homenagem, já que ele era de uma região mineradora, no caso Diamantina”, acrescenta a gerente do conjunto, que salienta a importância de estar próximo da natureza para ter momentos de contemplação e desaceleração.

Michele Arroyo, presidente do Instituto Estadual de Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG), ressalta o fato de que é possível apreciar a beleza de flores e plantas o ano inteiro na cidade. Uma das espécies mais brasileiras, o Ipê, começa a florescer em pleno inverno.

Em BH, boa parte deles pode ser encontrada na região Centro-Sul, como no entorno da Praça da Liberdade. O espaço, que data da época da construção da nova capital, recebeu, assim como outras áreas destinadas ao ócio e ao lazer da cidade, um paisagismo com inspiração inglesa, que trazia características imitando elementos da natureza.

 

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Fonte: Primeira Página.

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