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Jardins de Burle Marx são restaurados por paisagista mineira

Novo projeto refez parte do original, criado na década de 1950 nos jardins do Palácio das Mangabeiras.

 

Recuperar parte da história da obra feita por um mestre do paisagismo. Esse foi o desafio que a paisagista mineira Nãna Guimarães assumiu para a 25ª edição da Casacor Minas Gerais, que acontece até 13 de outubro.

Ocupando uma área de 400 metros quadrados, o jardim estava bastante descaracterizado e precisou ser inteiramente reconstruído. Para recriar parte desse ambiente datado da década de 1950, instalado dentro de um bosque com total de 5 mil m² de área, Nãna Guimarães mergulhou fundo no universo do paisagista, que sempre manteve um forte diálogo com a arquitetura modernista da época.

Além disso, precisou superar a maior dificuldade do trabalho, que foi o de encontrar as espécies nativas brasileiras utilizadas por Burle Marx. Após diversas pesquisas, a profissional conseguiu obter seis dessas espécies: Guaimbé, Camará, Bela Emília, Trapoeraba Roxa, Giesta e Agave.

“São espécies que a grande parte das pessoas não conhece. No entanto, resgatar essas mudas é a parte mais interessante do exercício, pois elas dão uma textura diferente para o jardim, deixando-o totalmente harmonizado”, destaca Nãna Guimarães.

Ainda de acordo com a paisagista, o ambiente ficará mais bonito ao longo do tempo. “Plantamos as mudas recentemente. Essas espécies demoram a se desenvolver, ainda mais durante essa fase inicial. Por isso, acreditamos que, em poucos meses, o jardim irá amadurecer e realçar a sua real beleza e imponência”.

 

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Fonte: Primeira Página

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